"Você não sabe, mas me deu a plena certeza de que o passado
está no seu devido lugar e o que era montanha, virou poeira. E do pouco, do
inesperado, surgiu algo que não era previsto. Me fez acreditar no poder da
paixão e me fez desacreditar na necessidade de viver isso. Como posso viver do
pouco? Como posso me apegar a dias, dispersos, distantes, me trazendo sorriso e
choro? Gostar pode ser uma escolha, desapegar também.. Como posso dizer que não
desejo o desapego? Dizer que, no inferno que me encontro, ainda prefiro isso a
paz de dias sem sentimento? Me chame de
louca, me chame de doida.. Mas ainda prefiro viver a montanha russa de um
sentimento a viver a tranqüilidade de uma vida sem paixão. E se eu disser que
não quero mais, leia meus olhos, leia meus braços.. Eles ainda chamam por você.
E se eu disser pra sumir, diga que não, diga que me perdoou, diga que quer me
ver e que a saudade ta doendo, e que você quer ficar comigo. Não me ignora, não
me joga fora e nem finge que não fez diferença, que tudo permanece no mesmo
lugar, por que foi você que mudou a direção e me trouxe brilho no olhar. Você
me fez acreditar no que dizia e me apaixonar por cada centímetro quadrado seu.
Como fingir? Como dizer pro espelho que não quero mais? Me encanta, vai, me diz
que nesse conto de fadas eu vou ter um final feliz."
Uma vida comum...
... de uma menina comum...
11/07/2013
10/10/2013
" " você quer o que com ele? Namorar?" "Não sei, ver no que vai dar" e você acha que vai dar em alguma coisa?do jeito que ta" " mas eu vou tentar " no fim das contas, eu também acho que o fim mais provável é não dar em nada, o mais visível é que a palavra futuro, pra nós dois, seja inexistente. Que ter alguma coisa é uma esperança remota, idiota. Fora da realidade. Eu já ouvi: " você ta perdendo seu tempo com alguém que não quer saber de você" . Mas eu já perdi e ganhei tanto tempo, que agora, não mudaria muito. Digo mais uma vez: eu gosto. E quando eu gosto eu sou assim: birrenta, idiota e turrona. Quando gosto eu faço merda, peço desculpas e faço merda de novo. Quando gosto eu aceito tudo errado, só pra não aceitar a perda, a distância, o desapego. Quando eu gosto sou crua, infantil, imatura e totalmente inocente. E quando eu gosto, eu gosto muito, eu gosto forte, eu gosto tanto que chega a enjoar de ouvir. Enjoar de acreditar que, depois de tudo, eu caio de novo no jogo, na mesma pedra, no mesmo erro. Eu sou assim, e por ser assim, que talvez a gente não de certo. Por me importar, por falar o que sinto, por gostar tanto e deixar a balança desequilibrar, que talvez você não se enquadre comigo. Por que eu quero ser apresentada, por que eu queria atenção e quero falar e ouvir, toda hora, todo dia. Por que eu sou criança mimada, por que eu sou maluca e, principalmente, por que me sinto tua e quero que sinta também." Paola Mendes
9/27/2013
"Quando esperneio e reclamo, faço birra e te cobro, te xingo, te reclamo.. é quando mais sinto tua falta. Meu barulho diz que falta que você tá fazendo nos meus dias. E tô me pegando chorando, acredita? Não é tristeza e nem alegria, mas eu já conheço esse choro, eu tô te reconhecendo não é dessa vida ( e não me importa se você tá acreditando ou não nisso de espiritualidade! rs). É por isso que, quando você me perceber meio down aos domingos, não é por que a folga acabou, ou que volto pras aulas,é que o domingo antecede uma semana de entre nós,uma semana entre o meu sorriso e o teu abraço, um semana de saudades do teu jeito todo errado, das merdas que você faz e de tudo que eu condeno, mas que tá fazendo eu me apaixonar por você. Não se cala, você que me acha tão madura não sabe a criança infantil que eu sou, a menina insegura, mimada, que ainda acredita em príncipe encantado (sem cavalo branco e nem castelo, por favor!). O seu silêncio ressuscita em mim toda a insegurança, toda a fragilidade e todos os abandonos que já sofri (não parece, mas mesmo os pequenos, foram muitos! rs). O teu silêncio me fala tanto mas me afirma tão pouco, me tira todo o chão que eu acredito ter nas palvras (ou finjo acreditar nelas!). Sou falante e vejo as coisas assim, ditas, sentidas...Talvez por isso você me ache tão sentida, eu sinto o peso das palavras e o tom colocado, mas não consigo ver o tom nas duas mensagens, não consigo idealizar as coisas como faz ( e eu acho engraçado de imaginar que você fica imaginando tudo, é fofo!rs). Aí você falava tanto, me chamava de linda e dizia que eu era fácil de me apaixonar e agora cala, me fragiliza e não consigo fingir. rs Sou tão boba, mas tão boba, que se você tivesse ideia, se soubesse lidar com isso, já saberia que sou tua, toda tua e que o amor chegou na minha porta!"
9/04/2013
“O que eu quero é mais! Minha mente ultrapassou os contos de
fadas e hoje, o que procuro, não ouso chamar de príncipe encantado, denomino-o
homem. Busco alguém que a “perfeição” não sejam padrões robotizados e fixos,
mas alguém que tenha a percepção de um ser humano comum. Alguém que saiba
sorrir, me fazer sorrir mas que, principalmente, saiba chorar. Alguém que saiba
me acolher em seus braços mas que, vez ou outra, precisa do meu acolhimento.
Não peço um homem que me perceba sempre, mas que na maioria das vezes, saiba me
enxergar, muito além do que a maioria consegue ver. Alguém que entenda meu
sorriso, meu silêncio, meu sofrimento e se contente com a minha companhia,
somente, as vezes. Eu quero um homem, sem muito o que pôr, sem muito o que
tirar, eu procuro mais!”
8/30/2013
"Gostaria de ser menos transparente e, por vezes, fingir tudo o que sinto. Esconder as tristezas, enganar as desilusões e mostrar pro mundo, somente a felicidade como estampa fixa. Gostaria de não transparecer a raiva, a chateação e, por vezes, os ciúmes bobos que a gente costuma sentir. Gostaria de engolir toda essa impulsão que me move e que me leva a ser, exatamente e justamente, tudo o que sou. E não ser assim, tão explicíta, tão na cara. Mas eu não consigo!
Me desdobro em duas pra fingir que tá tudo bem, coloco
sorrisos amarelos onde deveriam haver choro e mostro, dia a dia, a verdadeira
face que me toma: a realidade.
Vivo daquilo que me move, me movo daquilo onde e como vivo,
caminho na realidade da vida. E se me perguntas o por que sou assim, na minha clareza,
lhe digo: sou fogo na carne e não sei me apagar."
Paola Mendes
5/20/2013
"Dói perceber que tudo o que você queria, que tudo o que você tirou do lugar, não irá retornar a ser o que era. Eu sei que dói acreditar que aquilo tudo, que você nunca deu valor mas que sempre acreditou que estava ali, não está mais. E agora você fica aí, maldizendo o que não pode ter de volta, falando mal daquilo que é seu desejo de consumo. É a dor da perda! É natural, não estamos acostumados a perder! É difícil aceitar, eu sei, você não acreditou em tudo que foi dito, você não esperava perder seu posto, seu trono, sua majestade. Mas, com isso tudo, o que você acreditou ter “construído”, caiu em ruínas e o rei agora está nu! Sem reino, sem trono, sem coroa. Ou será da plebe? Ou será que você acreditou que fosse rei e não passava de um mero plebeu?
Seja lá como for, seja lá o que for, hoje, agora e pra sempre, você perdeu!"Paola Mendes
Seja lá como for, seja lá o que for, hoje, agora e pra sempre, você perdeu!"Paola Mendes
5/13/2013
“..Não vai mudar. O seu amadurecimento não irá mais lhe permitir cair nesta armadilha, que pena! Você cresceu, meu jovem adulto, e aí, já não dá mais pra ficar de platonismo como fazia na adolescência. Tá tudo bem, você supera isso, e hoje, acho que supera tudo. Entendeu que conformismo não leva a nada, mas superar sim, te leva à nova etapa. Pode brincar de se apaixonar, pode fingir acreditar nas doces mentiras que irão lhe dizer, pode até fazerem acreditar que você acredita mas, no fundo, você gostaria de ser inocente como antes, ou tola, ou mais emocional. Disseram pra você que tudo seria diferente agora, falaram que você olharia de uma forma diferente e você ficou assim, indiferente, até que mudou. E transcendeu, foi além, e tá aí agora: um verdadeiro chato de galochas. Então é isso, e tudo passa e caminha pro mesmo lugar...” Paola Mendes
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